Eu sonho com o seu carinho toda a noite. Com os seus beijos, seus abraços, sua voz...
É quase que uma tortura incessante acordar e perceber que nada disso aconteceu de verdade, e que você não está mais aqui comigo.
Eu tento me convencer de que estou bem, mas é como se meu coração se afundasse no meu peito toda a vez que sinto falta da minha aliança de compromisso.
Se eu soubesse que tudo iria acabar desse jeito, eu teria te beijado mais. Se eu soubesse que não iríamos mais nos ver, eu teria te abraçado mais forte, te faria rir mais vezes, me aconchegado no teu peito como se assim, eu pudesse evitar todo o sofrimento à espreita.
Eu queria ter me afundado nos seus braços, me perdido nos seus olhos, acariciado mais os seus cabelos.
Se eu soubesse que não te ter iria ser torturante, eu teria ficado com alguma coisa tua, só pra sentir o teu cheiro, e fingir que você ainda está comigo só pros sonhos que eu tenho ficarem mais reais.
Queria repousar no teu corpo, sorrir junto com o teu sorriso e secar as suas lágrimas. Queria o seu braço ao redor de mim, me protegendo de todas as pauladas que a vida dá. Eu queria os seus lábios sobre os meus, suas mãos no meu rosto, e seu coração batendo ao pé do meu ouvido.
Eu queria muitas coisas, mas a única coisa que eu tenho é um coração partido, cheio de amor e de sentimentos que não podem mais ser demonstrados da forma que deveriam.
Eu quis ser a tua força, eu quis que você ficasse. Eu quis que as coisas melhorassem, mas não melhoraram. E em meio à neblina que existe na frente do meu rosto, às vezes eu quase posso enxergar um dia de sol. Às vezes, eu quase posso ver esperança.
Porém, quando o tempo se fecha diante dos meus olhos, eu percebo que essa pequena faísca que acende o meu coração é apenas uma faísca, e ela não tem força suficiente para sustentar o sol que insiste em tentar aparecer. E é aí que as cortinas se fecham e a neblina inunda o meu coração, e eu acordo com uma sensação horrível de perda que teima em me perseguir, não importa o quanto eu tente fugir dela.


Hoje eu pude perceber o quanto as crianças podem ser sortudas, andando livremente com seus overboards dentro de casa, brincando, onde as suas únicas preocupações são que brincadeira vão escolher para se divertir.
Elas não precisam arranjar emprego , não precisam se preocupar com as contas a vencer e muito menos precisam chorar por um coração partido. Elas são inocentes, não pensam em namorar e nem se apaixonam por caras que vão terminar com você num dia lindo e ensolarado.
Tudo o que eu aprendi sobre o amor é que ele é complicado. As pessoas amam as outras, mas se cansam de lutar. Elas fingem que está tudo bem, quando na verdade, não está. Elas fazem promessas que não podem cumprir. E elas dizem que amam, mas se recusam a tentar outra vez.

A gente se doa, luta e faz de tudo para dar certo, o problema é que nem sempre isso é suficiente. O amor não cansa, mas quem ama cansa. E se o cansaço é grande o suficiente para fazer alguém desistir de um relacionamento, então talvez o amor não seja tão grande para poder amenizar todo o cansaço.

Quero vestir a minha alma de uma cor que não cabe no peito, mas não me encaixo no caleidoscópio que você me colocou. E enquanto eu tento fazer todas as cores caberem em mim, percebo os sinais que você roubou.
Eu vejo muitas luzes passando pela janela, mas nenhuma delas me atrai como a sua. Será que se eu não fosse tão apagada, tão resoluta, tão... estranha, você veria o que eu vejo?
As estrelas mantém a ordem num tom natural e brilhante enquanto eu tento encaixar a minha rima desenfreada no seu desassossego, só que eu percebi que eles não se encaixam como deveria.
Eu devo jogar fora?
Se eu passasse sempre por cada esquina, meus olhos captariam muitas coisas de uma vez, mas quando penso na direção em que quero olhar, eu só vejo um coração sangrando.
Eu devo jogar fora?
O único vestido que eu tenho está imundo de cores que eu nunca poderei usar. A única rima insípida que permanece na ponta da língua não consegue se manifestar. Se eu soubesse que tudo iria desmoronar, eu teria me vestido de preto e branco, porque são as únicas cores que cabem no meu peito.
Eu devo abrir mão?
Todos os sinais de trânsito, viadutos e avenidas não prepararam o meu coração para todo aquele desafeto. Eu tentei me desvencilhar, mas a minha alma não combina com a calmaria do seu olhar.
Eu devo jogar fora?
Eu devo abrir mão?
Vou vestir preto e branco amanhã. E vou desapegar de todas as cores do caleidoscópio.
E desaparecer.

Com o meu coração na mão.

Ah, que saudades daquela bela flor!
Um dia a sua dor te murchou
E eu te vi ir embora
Você me viu desabrochar, acompanhou o meu despertar
Pra vida

Você me amou, me acalentou
Do seu perfume você doou
Todo o amor em vida

Mas um dia você se foi
E me deixou com essa dor, que parece que não vai sarar.

Que saudades da sua doçura e beleza
E de toda a sua riqueza
De pensamentos e força de vontade

Ah que saudades daquela bela flor!
Que de mim muito cuidou
E do amor que me deu
Muito floresceu

Ah que saudades daquela bela flor!
Que ainda floresce
Que padece
No meu coração triste enegrece
E permanece
Pra sempre

E sempre permanecerá.

O meu amor se foi,
Ela se foi,
Deixou de existir.
No meu caminho nebuloso,
Ela não habita mais aqui.

Sinto saudades de sua risada agridoce,
E do seu jeito animado.
A sua partida
Me deixou
Totalmente desanimado.

Eu te amei, como eu te amei,
E eu acho que você sabia disso.
Pena que eu não me esforcei mais,
Me sinto um lixo.
Você é um anjo, um anjo lindo,
E eu sou somente,
um pássaro perdido.


A vida está indo embora sem mim. Essa é a sensação que eu tenho todas as manhãs quando acordo e me olho no espelho. Os dias nublados me atingiram com uma força tão grande que tem sido quase impossível me manter de pé. As pessoas ao meu redor tentam ser otimistas dizendo que tudo vai melhorar, mas já faz um tempo que o meu sol não brilha.
         Houve um tempo em que eu era otimista também, e achava que as coisas iriam mudar e que eu poderia cumprir a promessa que fiz a ela de que iria vencer na vida. Porém, quanto mais os dias se passam, eu vejo que nada mudou. Eu continuo estagnada no mesmo lugar.
         As pessoas não deixam de manter a fé: “Tudo vai melhorar”, é o que elas dizem. Mas eu já deixei de acreditar nisso há muito tempo. Os meus dias nublados estão durando por tanto tempo que eu nem sei mais se um dia eles irão acabar.
         Eu me sinto acorrentada no mesmo lugar. Por mais que eu ande pelas ruas e faça as minhas coisas, essa sensação nunca me larga. É como se eu estivesse ligada no piloto automático, e tudo o que eu fizesse já não tivesse mais tanta importância.
A vontade que eu tenho de desistir dos meus sonhos me assombra como um fantasma à espreita, e eu não consigo parar de pensar no quanto eu sou invisível para as pessoas ao meu redor. Eu vejo as pessoas conseguindo tudo o que querem e só consigo pensar no porque das coisas não darem certo para mim.
Por mais que eu tente me reerguer, alguma coisa sempre me puxa para baixo, e quando as coisas parecem que vão dar certo, algo me faz recuar cinco passos e eu volto relutantemente para a estaca zero.
Eu não quero desistir, eu quero lutar, mas já me encontro tão abatida quanto um soldado ferido no meio de uma guerra. Eu só consigo olhar para o céu nublado com os olhos tristes, tentando encontrar um sentido no meio de tanta tristeza.
Eu não sei se algum dia eu vou poder cumprir a promessa de dar orgulho a minha avó. Eu não sei se o sol vai voltar a brilhar no meu céu. Eu não sei se os dias nublados terão fim.

Acho que já é tarde para tentar ser pelo menos um pouco otimista. Os dias nublados já enegreceram a minha esperança.